Ainda lembro das noites mal dormidas; dos pesadelos, da mania de andar morrendo de medo de te perder. É ai que eu olho pro passado e lembro, relembro, sorriso, disfarço. Choro por não poder recuperar o tempo perdido, sorrio por te ter aqui agora. É algo inexplicável, um amor cômico, frio, engraçado, quente, nosso. Um sentimento gostoso que dá vontade de sorrir, gritar aos sete ventos; mas que também dá medo, insegurança, vontade de fugir. Mas não dá, já tive provas suficientes de que quando mais eu tente fugir, mais ligada à você eu fico. Cuida de mim? Promete? Me promete, por favor. Só não promete se for de mentira, uma certa vez eu já ouvi essa mesma promessa, de cuidar; uma promessa que não foi cumprida, pelo contrário, foi quebrada, e isso me machucou, custou caro, mas hoje não dói mais. Nessas palavras eu vou me perdendo, na ânsia de continuar tentando descrever esse amor maluco, eu sigo, feliz; sorridente por te ter aqui, tão perto, guardado não só na memória, mas também no lado esquerdo do peito. Razão, amor, vida, eu te amo!

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