Eu posso fingir que eu não me importo. Eu posso fingir que continuo chateada, brava e irritada com ela. Eu posso continuar com essa minha palhaçada de ignorar. Eu posso fingir que estou muitíssimo melhor sem ela. Eu posso gritar pra meio mundo que eu acho ela falsa comigo. Eu posso continuar com tudo isso, por fora... Mas por dentro eu sei, só eu sei o quanto doí cada vez que um idiota vem me falar que nunca daria certo a nossa amizade. Só eu sei o esforço que fiz pra criar uma espécie de camada, onde eu pudesse esconder atrás dela a raiva de saber que as coisas não podem dar certo. Só que cheguei em um ponto que eu bem sei que as coisas não são como nós queremos. Caramba, sábado mesmo eu lembrei dela, nosso time ganhou e eu não tinha ninguém de fora pra comemorar comigo. Meu pai e eu íamos no campo, no início eu até fiquei animada e tudo mais, só que quando ele falou pra eu convidar uma amiga, o nome dela foi o primeiro que me veio a cabeça, eu só falei baixinho pra ele "Não tenho amiga pontepretana pai. Quer saber, eu tô muito cansada pra ir no Majestoso hoje, fica pro próximo jogo que der pra ir!"... Eu não estava cansada, eu tava é triste, magoada, machucada por dentro. Pouquissímas pessoas sabem o que me deixou triste com ela, uma delas até me aconselhou a conversar e tentar explicar o porque de tudo, mas eu não consigo achar palavras pra contar o que acontece. Parece que a cada vez que tentamos nos aproximar, só nos afastamos mais e mais. E eu não posso aguentar mais isso, eu tenho motivos certos agora pra dizer que: ou as coisas se resolvem logo de uma vez por todas, ou é melhor colocar um ponto final dessa história de capítulos tão confusos.

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